OMISTERIOOTEMPOEMPOESIAS (2007 – 2011) Fortaleza / São Paulo / Rio de Janeiro

OMISTERIOOTEMPOEMPOESIAS (2007 – 2011) Fortaleza / São Paulo / Rio de Janeiro

 

 

Aberta à visitação primeiramente em Fortaleza (2007), esta exposição é um exemplo de arte multimídia, na qual o público tem acesso a 15 painéis trabalhados em óleo sobre tela com técnica mista, e vídeo-instalação que propõe uma vivência espacial através da exibição de um vídeo com símbolos e ambientes imaginários. Também podem ser vistos os pilares de poesia, importante passagem sensorial que a exposição traz aos visitantes, além da performance cênico-musical, onde os próprios atores tornam-se parte da obra de CA CAU.
O Mistério no rio

Os pilares que sustentam a constituição poético-visual da mostra/instalação omisteriootempoempoesias, do artista Cacau, são os mesmos dos eventos homônimos ocorridos anteriormente em Fortaleza, Ceará e na Estação da Luz, na extensão do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Mas a versão que chega à Estação Ipanema do Metrô Rio vem revitalizada e aperfeiçoada. A opção por estes ‘não lugares’, passagens diária de multidões anônimas, tem sido um diferencial importante de suas apresentações, que provocam nos indivíduos o resgate da poesia perdida no cotidiano da metrópole.

O principal destes pilares de sustentação é a Poesia como ‘Mãe das Artes’ (mão que afaga, lâmina que corta), mas que se amplia com a plasticidade variada, com a visualidade que sustenta um comportamento estético atual. 
Ao remeter ao alfabeto e aos signos, Cacau ajuda a tecer esta rede de conexões, onde a Pintura, a Performance e a VídeoArte se instalam com ressonâncias múltiplas, induzindo o espectador a mergulhar nas muitas faces do “anjo torto” no qual se confundem o celestial e o infernal. Cacau retoma estas e outras questões utilizando-se da Poesia Nua, sem artificialidades, impregnando Música, Teatro e Artes Visuais de referências alusivas ao surgimento dos signos e das palavras, aludindo à Genesis, mas também ao Caos.

Estes pontos são percebidos na instalação cênica com pinturas, vídeos, sonoridades e nas intervenções performáticas mostradas agora nesta passagem pública, como também nas ações que se irradiam deste epicentro, entre elas a da acessibilidade, prioridade nas últimas exibições do artista.

As palavras-signos flutuantes, grafadas ou pintadas, são ações que se fundem nesta obra aberta, que mescla Poesia, Pintura, Instalação, Música, Vídeo e Performance, sublinhando a arte de Cacau em suas múltiplas possibilidades, através do “olho que tudo vê”.

Os múltiplos e comunicativos aspectos da arte de Cacau chegam ao Rio como elemento ampliador de percepções individuais, oferecendo asas a todos os que transitam diariamente por este ponto nevrálgico da metrópole carioca.

Paulo Klein
Crítico de Arte/ Curador
Association Internationale des Critiques D’ Art – AICA/Unesco
Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA 

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